Quem me conhece sabe que, quando o assunto é saúde bucal, eu sou defensor de abordagens seguras, responsáveis e baseadas em décadas de experiência. Agora, quero dividir minha visão a respeito dos implantes zigomáticos e por que, no HOC – Hospital Odontológico, essa prática não faz parte dos nossos protocolos.
O que são implantes zigomáticos e por que surgiram?
Para muitos, o termo parece novo. Na verdade, os implantes zigomáticos foram criados entre os anos 80 e 90, por necessidade de tratar casos extremos em que a maxila, o osso superior da boca, está tão atrófica que métodos convencionais de implantes se tornam inviáveis. O objetivo era dar suporte a próteses em situações de perda óssea grave, fixando o implante no osso zigomático (maçã do rosto).
Quando ouvi falar dessa técnica pela primeira vez, eu já era dentista, e confesso que fiquei curioso. Porém, ao pesquisar e discutir com colegas como o Dr. André, que tem extensa vivência em cirurgias, percebi as limitações e riscos envolvidos.
Implantes zigomáticos são soluções para situações muito específicas. Não são para todos.
Por que o HOC não realiza esse procedimento?
Ao longo dos 38 anos do HOC – Hospital Odontológico, nossa equipe analisou inúmeros casos complexos, alguns desafiadores até para especialistas experientes. Mas nunca encontramos uma necessidade real que justificasse implantar parafusos compridos no osso da maçã do rosto. Eu posso afirmar: sempre houve alternativas menos invasivas e seguras.
Priorizamos métodos conservadores. Nunca foi nossa filosofia extrair dentes saudáveis para acelerar tratamentos ou buscar resultados imediatistas. O respeito ao organismo e a saúde do paciente está sempre acima de tendências ou modismos.
A parte cirúrgica segundo o Dr. André
Conversei muitas vezes com o Dr. André, referência em cirurgias no HOC. Ele explica que cirurgias de implantes zigomáticos são complexas, exigem ambientes hospitalares, anestesia geral e um acompanhamento rigoroso. Sem falar nas possíveis complicações pós-operatórias e nas dificuldades de manutenção que podem surgir ao longo do tempo.
De fato, muitos pacientes não têm perfil para se submeter a grandes cirurgias, seja por questões sistêmicas, idade ou histórico de saúde.
Riscos que você precisa considerar
Não quero assustar, mas como profissional, vejo obrigação de informar. Cirurgias envolvendo implantes zigomáticos são extensas. Frequentemente precisam de anestesia geral e internação hospitalar. As próteses apoiadas nesses implantes também tendem a ser mais difíceis de higienizar e de manter a longo prazo.
- Maior risco de infecção;
- Possibilidade de perfuração dos seios da face;
- Dificuldade para higienização;
- Maior probabilidade de falhas protéticas;
- Dor e desconforto prolongados no pós-operatório.
Essas são questões que levo muito a sério. Afinal, não faz sentido buscar um resultado rápido se ele pode trazer problemas futuros.
Alternativas seguras e menos invasivas: como tratamos casos complexos no HOC?
No HOC, defendemos estratégias menos invasivas. Uma delas é o uso de quatro implantes posicionados na região anterior da maxila, onde normalmente ainda existe osso suficiente, mesmo em casos de atrofia. Essa abordagem, embora requeira um tempo maior de espera para cicatrização e instalação das próteses definitivas, tem um histórico de sucesso superior a longo prazo, na minha opinião e pela vivência no consultório.
Nossos resultados demonstram que a busca pelo resultado mais seguro vale mais que a pressa. Essa escolha vem sendo validada pela literatura científica e, especialmente, pelo acompanhamento dos nossos próprios pacientes.

Além disso, aproveito para indicar este post de mitos e verdades sobre implante dentário, que pode trazer mais clareza sobre as possibilidades de tratamento.
A evolução dos implantes e a importância do diagnóstico
Hoje em dia, os implantes evoluíram bastante. Mudanças nos designs e superfícies tornaram o procedimento mais previsível e o manejo dos casos mais simples. Mesmo assim, os implantes ainda são estruturas que exigem cuidados rigorosos.
Pacientes diabéticos, fumantes ou com doenças sistêmicas têm maior predisposição a complicações. Por isso, questiono sempre: vale mesmo arriscar um procedimento grande, se há alternativas mais seguras com ótimos resultados?
Para quem busca entender mais sobre o que acontece quando há perda óssea, deixo a sugestão de ler sobre perda óssea e suas consequências.
E, claro, muitas vezes, em vez de buscar um implante zigomático, é possível lançar mão de enxertos ósseos, falamos mais sobre isso neste artigo sobre tipos de enxerto.
Preservar seus dentes é prioridade
No HOC – Hospital Odontológico, minha filosofia é: cada dente natural é insubstituível. Sempre que possível, lutamos para evitar extrações desnecessárias. Quando um dente está comprometido, avaliamos com cuidado se a manutenção é viável. Só indicamos implante quando realmente não existe mais alternativa para aquele caso.
Para nós, o melhor tratamento é o mais conservador e individualizado. E, claro, isso passa pelo cuidado diário. Se você já tem implantes, não deixe de conferir nosso guia de cuidados com implante, cheio de orientações úteis.
Conclusão: por que não realizamos implantes zigomáticos no HOC?
Depois de acompanhar centenas de pacientes e discutir cada caso de perto, cheguei à conclusão, junto com toda a equipe do HOC, de que os implantes zigomáticos não são necessários para a ampla maioria das pessoas. Nesses 38 anos, todos os casos considerados graves foram tratados com métodos menos invasivos, mais seguros e confiáveis.
Tratamento seguro é aquele que respeita seu corpo e sua história.
Escolhemos evitar procedimentos que exponham os pacientes a riscos elevados, preferindo abordagens conservadoras e personalizadas. Não é só uma questão técnica, é um compromisso com a saúde, o tempo de recuperação e o bem-estar a longo prazo.
Se você busca um atendimento que une conforto, tecnologia e respeito à sua individualidade, agende agora mesmo sua consulta no HOC – Hospital Odontológico e descubra as opções mais seguras e modernas para o seu caso.
Perguntas frequentes sobre implantes zigomáticos
O que são implantes zigomáticos?
Os implantes zigomáticos são pinos de titânio mais longos, que são fixados no osso zigomático (maçã do rosto) em vez da maxila, sendo indicados para pacientes com grave perda óssea na região superior da boca.
Por que o HOC não faz esses implantes?
Não realizamos implantes zigomáticos porque, ao longo de 38 anos, sempre encontramos alternativas mais seguras, menos invasivas e com melhores prognósticos para nossos pacientes. Priorizamos técnicas que preservem dentes saudáveis e que reduzam riscos cirúrgicos e de complicações.
Quais alternativas ao implante zigomático existem?
Entre as alternativas mais utilizadas no HOC, estão as técnicas com quatro implantes convencionais na região anterior da maxila e o uso de enxertos ósseos em casos de perda de volume ósseo. Essas opções são mais seguras e costumam apresentar ótima evolução a longo prazo.
Implante zigomático é seguro?
Esse tipo de implante envolve cirurgias extensas, com anestesia geral, maiores riscos de complicações e desafios na manutenção da prótese. Portanto, é seguro apenas quando realizado em situações muito específicas, com equipe experiente e bom acompanhamento, mas não é isento de riscos.
Para quem é indicado implante zigomático?
Em geral, essa técnica é indicada para quem perdeu boa parte do osso da maxila e não pode receber enxertos ósseos, normalmente pacientes com atrofia óssea extrema. No entanto, novos avanços e abordagens menos invasivas fazem com que essa indicação seja cada vez mais restrita.